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Notícias
Rádio contra a violência
Publicada em 11-11-2010

As mulheres vítimas de violência têm mais um canal para se informarem sobre os seus direitos e tirar as suas dúvidas. Trata-se do projeto social Rede de Radialistas no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher que produz e disponibiliza peças radiofônicas sobre o tema. O objetivo é promover reforço e qualidade na transmissão de informações que podem esclarecer principais dúvidas e orientar as vítimas através da veiculação em emissoras de rádios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Itaguaí. O material também pode ser acessado na rede social Radiotube (www.radiotube.org.br).

A iniciativa é da Ong Criar Brasil – Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio, em parceria com a Superintendência de Direitos da Mulher e apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres e responde várias dúvidas das mulheres como o que fazer em casos de violência doméstica e quais são as mudanças trazidas pela Lei Maria da Penha. Iniciado em janeiro deste ano, o projeto veicula informações sobre o tema em 200 emissoras de rádios comunitárias, educativas e comerciais de pequeno porte em todo o estado do Rio de Janeiro. Os radialistas receberam uma cartilha com orientações de como abordar o assunto.

Pelo canal, ainda é possível conhecer os serviços de atendimento às mulheres vítimas, como as delegacias especializadas (Deams), casa abrigo, centros de referência e defensorias. O serviço ainda ajuda a entender com mais clareza o que caracteriza uma situação de violência. Cada peça veiculada nas emissoras de rádio acompanha o slogan Pelo fim da violência contra a mulher - uma vitória pra toda a sociedade. “Acreditamos que podemos estimular um olhar interventor e comprometido com a questão da violência contra a mulher na sociedade como um todo”, disse a radialista e consultora especial da rede, Denise Viola.

Onde ouvir – Os moradores de São Gonçalo e Niterói podem sintonizar seus aparelhos na Rádio Comunitária Jovem Mania FM, Rádio Aliança Comunitária, Rádio Aliança de São Gonçalo, Rádio Difusora Aliança FM, Rádio Nova Laranjal, Rádio Por Amor e Associação Rádio Comunitária Jovem Mania FM, Rádio NB FM, Web Rádio Mistureba online de Niterói, Rádio CNEC de Alcântara, Rádio Comunicadora Grande Rio AM 1560 de Itaguaí e Rádio Nova Aliança FM de Itaboraí.

Áudios servem de exemplo
Para explicar a tônica dos áudios, a coordenadora geral da rede, Adriana Maria, dá como exemplo uma situação ocorrida nos seminários de capacitação, que aconteceram em setembro. Um dos grupos participantes produziu uma rádio novela sobre uma mulher que era forçada a manter relações sexuais com o marido. 

“A função dos comunicadores nessa dramatização era a de deixar claro que toda forma de sexo forçado caracteriza estupro. Não importa se acontece com um desconhecido ou com o marido. E a mídia deve passar esse tipo de ensinamento”, enfatiza.

Uma das participantes do seminário de capacitação, uma radialista de Maricá, foi vítima de violência durante os últimos quatro anos de seu casamento. Ela se identificou com o trabalho dos colegas e acredita que outras mulheres também podem ser sensibilizadas.

“No rádio, você não vê rostos. Quando você ouve uma rádio novela que conta o que você passou, acaba se imaginando naquela situação e pode sentir vontade de procurar ajuda, como o personagem”, conta.
Fonte:
 
 
 
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